Tudo por Dinheiro
Navegando no portal da Folha de SP, vi essa notícia na coluna Zapping da Fabíola Reipert:
Atores da Globo fingem namorar para atrair mídia
Cláudia Jimenez e Rodrigo Phavanello, cujos personagens Custódia e Adriano ficaram juntos na novela “Sete Pecados”, da Globo, estão fingindo que são mais do que bons amigos, segundo pessoas próximas a eles. Cláudia e Rodrigo têm circulado abraçados no Rio. Os dois vão estrear peça de teatro juntos e querem atrair a atenção da mídia. Pura jogada de marketing, claro.
Não estava acreditando no que li e fui ao Google. Pior que é verdade!!
No Ego tinha a seguinte notícia:
Rodrigo Phavanello e Cláudia Jimenez assistem ao espetáculo ‘Dona Flor’
e bla blá blá…
Eu não acho que pessoas públicas tenham que sair do armário por obrigação. Na verdade, eu não acredito em “tem que” qualquer coisa nessa vida. Agora, enganar o público, por marketing, tem outro nome. É notório que a atriz em questão mantém uma relação estável com uma mulher há anos. As duas saem na imprensa juntas, andam pra cima e pra baixo. Cláudia nunca escondeu sua orientação sexual. Após a separação de Leila Pinheiro (a atriz e a cantora forma casadas), ela deu uma declaração à imprensa falando de como tinha sido difícil superar o rompimento e os problemas de saúde que teve em seguida. Ela só não propaga aos 4 ventos, mas, recentemente, durante uma entrevista no programa da (chata!) Fernanda Young, ela até deu uma cantada, de brincadeira, na apresentadora (!).
Ou seja, tudo isso para atrair mais público pagante na peça em que serão protagonistas.
Feio, baixo, pobre demais!!!
Barbara Gancia
Da Folha
Única solução é o confronto direto
“Por que a camiseta “100% negro” é aceita, enquanto a camiseta “100% branco” é considerada racismo?”
O MUNDO SE divide entre os que aplaudem o pensamento politicamente correto e os que zombam dessa forma de tirania velada movida a eufemismos e que se esconde sob o véu da boa intenção.
Há coisa de dez anos, o parágrafo acima ainda fazia sentido e encampava, de um lado e de outro, as mais diversas correntes de pensamento.
Acontece que, hoje, a coisa embolou de vez e até as relações interpessoais ficaram mais complicadas.
Quem diria que a luta pela preservação do ambiente, por exemplo, uma bandeira que antes reunia todas as pessoas esclarecidas de um lado só, fosse gerar tamanhos desentendimentos? Não somos todos favoráveis a um planeta sem poluição? O que estará acontecendo?
Ontem, os jornais informaram que um jovem de Pontal, cidade do interior de São Paulo, foi multado pela Secretaria de Justiça do Estado por xingar um homossexual assumido de “veado”. Eu pergunto: um sujeito que se assume como gordo, estrábico ou careca tem o direito de ir reclamar na Justiça ao ser chamado de gordo, estrábico ou careca? Não terá o pensamento politicamente correto passado dos limites?
Na semana passada, um grupo de jovens torcedores do bicampeão mundial Fernando Alonso resolveu debochar do principal adversário do piloto. Fantasiados com perucas de boneca de pano e com os rostos e braços pintados de negro a la Al Jolson, os jovens compareceram ao circuito de Jerez de La Frontera, onde a F-1 realizava testes, trajando camisetas inscritas com a frase “Família de Lewis Hamilton”. A brincadeira por pouco não causou um incidente diplomático entre a Espanha e a Inglaterra e acabou forçando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) a emitir um comunicado afirmando que o racismo não será tolerado nas pistas.
Identificados, os autores da pilhéria declararam não ser racistas e alegaram que só estavam aproveitando o Carnaval para zombar do pai de Hamilton, que acompanha o filho em todas as corridas. Eu pergunto: será que vai chegar o dia em que o politicamente correto nos impedirá de dar risada?
Bem, como fui eu mesma que perguntei, ofereço a minha modestíssima opinião: o politicamente correto não tem nada a ver com nenhuma das duas questões. No caso do senhor ofendido em Pontal, a cidade tem um histórico de intolerância contra gays e a vítima só venceu a causa por contar com o testemunho dos policiais que o atenderam na cena do crime. E gordos, estrábicos e carecas, que eu saiba, não são perseguidos e mortos por intolerantes. No caso de Lewis Hamilton, o piloto minimizou o acontecido dizendo que não se sentira atingido, mas em um país como a Espanha, em que torcidas jogam bananas no campo para intimidar jogadores de futebol de pele morena, não é possível dizer que tudo não passou de brincadeira inocente. Não era a cor da pele de Lewis o alvo do chiste?
Vira e mexe, recebo alguma carta endereçada à coluna “Barbara Responde”, que mantenho na “Revista da Folha”, com a pergunta: “Por que a camiseta “100% negro” pode e a camiseta “100% branco” é considerada racismo?”. O simples fato de essa pergunta ainda estar na moda, do alto da sua ignorância, já explica a razão pela qual a intolerância deve ser encarada na base do confronto direto e combatida com o rigor da lei.
Perdas do Dia
Oswaldo Louzada (um ótimo ator).
Lucélia Santos, ao saber da morte de Rubens de Falco, declarou que o amigo era “o grande vilão da teledramaturgia brasileira”.
Não acho que tenha sido O, mas um dos maiores, ele foi com certeza.
Inesquecível as maldades de Leôncio contra a pobrezinha Isaura. A cena do incêndio na senzala e a quantidade de chicotadas no lombo dos escravos eram apavorantes, né?
Bom, para quem ficou com saudades, pode rever a abertura da novela no vídeo abaixo.
Nova Geração
Do Terra
O Terra é o portal mais surtado da web. Parece sacola de feira. Cabe tudo misturado.
A primeira página é uma loucura!
Mas, de vez em quando tem umas matérias legais:
Meninas dominam na criação de conteúdo para web
Stephanie Rosenbloom
O gênio juvenil dos computadores que domina a imaginação popular – pálido, desajeitado e homem – na verdade não faz jus à reputação que adquiriu. Pesquisas demonstram que, entre os usuários mais jovens da web, os principais criadores de conteúdo (blogs, animações, fotografias e sites) não são sujeitos desajustados como o Atirador Solitário do Arquivo X. Pelo contrário, os pioneiros da web no momento tendem a ser garotas adolescentes que adotam um comportamento virtual muito efusivo.
“A maioria dos meninos não têm paciência para esse tipo de coisa”, disse Nicole Dominguez, 13, de Miramar, Flórida, cujos hobbies incluem desenhar ícones, layouts para páginas e glitters (animações cintilantes) para as páginas de outras adolescentes na web e em serviços de redes sociais como o MySpace. “É um trabalho difícil”.
Nicole posta suas criações, bem como suas dicas sobre HTML e CSS (ela é autodidata) nas páginas em tons de rosa e violeta do Sodevious.net, um domínio que sua mãe adquiriu para ela em outubro. “Se você fizer uma pesquisa, vai descobrir que os meninos raramente mantêm sites”, ela afirmou. “Quase todos são de meninas”.
E, de fato, um estudo publicado em dezembro pelo Pew Internet & American Life Project constatou que entre os usuários da web de idade entre os 12 e os 17 anos, o número de blogs é significativamente maior entre as meninas (35%, ante 20% para os meninos), e o mesmo se aplica a páginas pessoais na web: 32% das meninas dessa faixa etária as operam, ante 22% dos meninos.
As meninas também deixam os meninos na sombra quando se trata de criar ou trabalhar nos sites alheios, e da criação de perfis em sites de redes sociais (70% das meninas entre os 15 e os 17 anos têm perfis na Internet, ante 57% dos meninos da mesma idade). Postagem de vídeos era uma das poucas áreas em que os meninos superavam as meninas: a probabilidade de que rapazes subam vídeos para a Internet é quase duas vezes maior.
As explicações para esse desequilíbrio entre os sexos variam quase tanto quanto as características das meninas da web. Entre elas há blogueiras que pontificam sobre temas adolescentes recorrentes como “professores malignos” e “castigo todo dia” mas também aspirantes a Martha Stewart ¿empresárias cujas atividades online geram mais dinheiro do que um verão de bicos como babá poderia valer.
“Eu fui a primeira podcaster adolescente a conquistar patrocínio de uma grande empresa”, conta Martina Butler, 17, de San Francisco, que há três anos mantém um podcast regular sobre rock independente, o “Emo Girl Talk”, de um estúdio improvisado no porão de sua casa. O patrocínio inicial que ela conquistou, da Nature’s Cure, uma marca de remédio de combate a acne, foi tema de reportagem na revista Brandweek, especializada em marketing, no ano de 2005.
Desde então, diversas empresas, entre as quais o Go Daddy, um provedor de acesso e serviço de hospedagem na Internet, pagaram para serem mencionadas nos programas, que são postados a cada domingo no site emogirltalk.com.
“As coisas estão crescendo para mim”, disse Martina, que aspira a ser apresentadora de rádio e TV e ficou feliz com o resultado da pesquisa do Pew Center. “Não me surpreende saber que as meninas sejam criativas”, ela disse. “Às vezes mais criativas que os homens. Nós temos garra. E os meninos…” A frase se encerra com uma risada.
A tendência de domínio feminino do setor de conteúdo já vinha circulando há alguns anos – um estudo do Pew Center publicado em 2005 já indicava que as adolescentes eram as principais criadoras de conteúdo -, mas a disparidade entre os sexos aumentou, especialmente no que tange aos blogs.
O número de blogs de adolescentes dobrou entre 2004 e 2006, e quase toda a ampliação se deve à “atividade ampliada das meninas”, de acordo com o Pew Center.
As constatações afetam áreas que vão além dos blogs, de acordo com o Pew Center, porque a probabilidade de que os blogueiros se envolvam em outras formas de criação de conteúdo “é maior do que aquela que se aplica aos adolescentes sem blogs”.
Mulheres adultas detêm 27% dos postos em computação
Mas ainda que as meninas superem os garotos entre os criadores adolescentes de conteúdo para a web, entre os adultos continua a existir desequilíbrio no setor de computação. As mulheres detêm 27% dos postos nas ocupações matemáticas e de computação, de acordo com o Serviço de Estatísticas do Trabalho norte-americano.
Nas escolas de segundo grau do país, o número de meninas que realizaram o exame AP de ciências da computação em 2006 responde por menos de 15% do total de inscritos, e o número de mulheres matriculadas em ciência da computação nas universidades caiu em 70% entre 2000 e 2005, de acordo com o National Center for Women & Information Technology.
Os estudiosos do comportamento do setor de ciência da computação afirmam que existem diversos motivos para a escassez de mulheres: os cursos introdutórios muitas vezes são desinteressantes; é difícil superar os estereótipos dominantes sobre a excelência científica dos homens; e poucas mulheres servem como modelo e inspiração nesse ramo. É possível que as meninas que criam glitters hoje desenvolvam interesse pela rigorosa ciência que possibilita a computação, mas alguns estudiosos relutam em extrair essa conclusão.
“Podemos esperar que isso aconteça, mas até agora a disparidade se manteve”, afirma Jane Margolis, que escreveu um livro sobre as mulheres na computação. Embora esteja satisfeita por meninas estarem dominando programas como o Paint Shop Pro, Margolis enfatiza a profunda distinção entre capacidade de usar software existente e desejo de inventar novas tecnologias.
Tentar descobrir por que as meninas são criadoras tão prolíficas de conteúdo na web em geral leva a especulação e generalizações. Ainda que as meninas venham apresentando resultados superiores aos dos meninos em leitura e escrita já há muitos anos, de acordo com o Centro Nacional de Estatísticas da Educação, isso não se traduz automaticamente em um anseio por manter um blog ou se registrar no MySpace. Em lugar disso, argumentam alguns estudiosos, as meninas são criadoras dominantes de conteúdo online porque ambos os sexos se deixam influenciar por expectativas culturais.
“As meninas são treinadas a criar histórias sobre elas mesmas”, disse a professora Pat Gill, diretora interina no Instituto de Pesquisa da Comunicação e professora associada do instituto de estudos femininos e de sexo da Universidade do Illinois, em Urbana-Champaign.
“Desde cedo elas são ensinadas a se ver como objetos”, diz Gill, e por isso aprendem a se descrever. Historicamente, a expectativa é de que mulheres sejam sociais, comunais e capacitadas em termos de arte decorativa. “Poderíamos descrever o processo como a feminização da Internet”, diz Gill. Já os meninos, ela acrescenta, são em geral ensinados a “adotar modos de expressão que não sejam emocionais, não sejam confessionais”.
Pesquisas do Centro Berkman de Internet e Sociedade, da Escola de Direito da Universidade Harvard, envolvendo grupos de discussão e entrevistas com jovens dos 13 aos 22 anos, sugerem que as práticas online das meninas tendem a se relacionar ao seu desejo de expressão, particularmente de expressar originalidade.
“No caso das jovens, a questão é muito mais se expressar diante dos outros, da mesma maneira que o fazem ao usar determinadas roupas na escola”, disse John Palfrey, diretor executivo do Berkman. “Isso se vincula a uma expressão de identidade no mundo real”.
Embora a criação de conteúdo permita que as meninas experimentem com as formas pelas quais pretendem se apresentar ao mundo, elas evidentemente estão interessadas em formar e manter relacionamentos.
Quando Lauren Renner, 16, estava na quinta série, ela e uma amiga, Sarada Cleary, 14, ambas de Oceanside, Califórnia, começaram a escrever sobre suas vidas no agirlsworld.com, um e-zine interativo com artigos escritos por e para meninas. “Meninas de todo o país liam e perguntavam o que deviam fazer quanto a determinados problemas”, conta Lauren. “Eu acho que as meninas gostam de ajudar quanto aos problemas e dúvidas dos outros, como se fossem, digamos, maternais para com todo mundo”¿.
Hoje, Lauren e Sarada estão entre as mais de mil garotas que contribuem regularmente para o agirlsworld.com. Elas ganham algum dinheiro escrevendo artigos e criando atividades para ocasiões especiais, como receitas para um café da manhã de Dia das Mães, que o site divulga.
“Na escola, encontramos sempre o mesmo tipo de pessoa”, diz Sarada. “Gente daqui. Online, é possível experimentar novas culturas por intermédio das pessoas com quem mantemos contato”.
Meninos dominam em vídeos
A única área em que os meninos superam as meninas, na criação de conteúdo para a web, é a de vídeo. Isso não acontece porque meninas usam pior a tecnologia, segundo Palfrey. Ele sugere, em lugar disso, que vídeos tratam menos de expressão pessoal do que de impressionar terceiros. Eles são uma forma ideal para que membros de uma subcultura ¿ skatistas, praticantes de snowboard – demonstrem seu talento como atletas, afirma.
Zach Saltzman, 17, de Memphis, diz que, entre seus amigos homens, criação de conteúdo quer dizer um perfil no facebook e postar vídeos no YouTube. “Nunca pensei em criar um site pessoal”, disse Zach. Perguntado sobre sua opinião quanto ao estudo do Pew, ele respondeu: “É isso que vejo. As meninas se interessam mais por colocar alguma coisa lá e receber respostas”.
Tradução: Paulo Migliacci ME
Se joga!!!
O importante é que a festa é para Lésbicas e Simpatizantes! Coisa rara na cidade! Novidade mesmo!
Meninas, compareçam!!!
